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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Empresa que vai administrar UPA de Teresópolis não existia um dia antes da licitação (Ney Reis)

A empresa que levou a licitação da administração da UPA em Teresópolis foi criada dia 22 de maio de 2014, ou seja no dia anterior à licitação,como comprova a Inscrição do CNPJ. 
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O Consórcio Mais Saúde Teresópolis teve sua escolha para administrar a UPA, durante três (03) meses, oficializada pelo Secretário Municipal de Saúde da cidade, Luiz César Faria Alonso — com "dispensa de licitação nº 068/2014, solicitada pela Secretaria Municipal de Saúde através do processo administrativo nº 10.193/2014" (na reprodução ao lado a publicação em diário oficial). A "escolha" foi publicada na página 2 (nº 093, Parte IV, Municipalidades) do Diário Oficial do Estado três dias depois. O endereço legal da empresa é: Rua do Acre, 83/sala 204, Centro, Rio de Janeiro/RJ, CEP.: 20.090-003.

A denúncia foi feita durante reunião do Conselho Municipal de Saúde pelo seu presidente, Waldir Paulino, e repassada ao deputado estadual Nilton Salomão, que é membro titular da Comissão de Saúde da ALERJ — Assembleia Legislativa do Estado do Rio. Salomão decidiu apresentar denúncia ao Ministério Público. "É muito estranho, um acinte mesmo. Veja nas mãos de quem a nossa Saúde está entregue!", comentou o deputado.


No Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, da Receita Federal, o Consórcio Mais Saúde Teresópolis está inscrito sob o número 20.304.025/0001-96. Seu Código e Descrição da Atividade Econômica Principal: "81.29-0-00 - Atividades em limpeza não especificadas anteriormente". Código e Descrição das Atividades Econômicas Secundárias: "96.01-7-03 - Toalheiros; 56.20-1-01 - Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para empresas". Código e Descrição da Natureza Jurídica: "215-1 - Consórcio de Sociedades".



Ou seja, trata-se de uma empresa de limpeza, toalheiro e fornecimento de alimentos para administrar uma Unidade de Pronto Atendimento médico! No endereço citado, as portas, em plena sexta-feira, 27 de junho, às 14h, estavam fechadas. E o porteiro, que não quis se identificar, disse que ali não havia um telefone ao qual a reportagem pudesse ligar. "O rapaz não veio hoje", completou o porteiro. Ou seja, lá dentro, não havia uma viva alma... Talvez, só fantasmas...

Por: Ney Reis